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Mercado de BPO Financeiro deve movimentar US$ 95 bilhões até 2024.

BPO Financeiro é tendência no mercado por promover a redução dos custos operacionais nas empresas.

O Business Process Outsourcing (BPO) é um sistema de terceirização de processos administrativos que está sendo cada vez mais adotado pelo mercado.

Esse segmento está em ampla expansão já que promove a redução dos custos operacionais nas empresas ao assumir as atividades burocráticas e manuais.

A expectativa de crescimento é de aproximadamente 14% até 2024, de acordo com a pesquisa de mercado global Technavio, e receberá investimentos de US$ 95 bilhões.

O Brasil ocupa a quarta posição no ranking de indústrias globais de terceirização, de acordo com levantamento da A.T Keamey Global Services Location.

Com o BPO, o empresário pode focar na atividade principal do negócio, enquanto deixa as secundárias nas mãos de especialistas.

BPO Financeiro

O BPO Financeiro é a contratação de uma empresa terceirizada para realizar a gestão das finanças de outros empreendimentos.

O profissional que atuar nessa área será responsável por toda ou parte da gestão financeira, integrando com as rotinas contábeis e obrigações tributárias.

Entre os serviços de BPO Financeiro estão:
  • Conciliação diária de todas as entradas e saídas do negócio;
  • Gerenciamento de pagamentos de fornecedores;
  • Lançamento de contas a pagar na plataforma de gestão financeira;
  • Agendamento de pagamentos para que o empreendedor autorize transações;
  • Transações de pessoas através de folha de pagamento de empregados;
  • Emissão de notas fiscais;
  • Elaboração do fluxo de caixa;
  • Gestão de indicadores;
  • Análise de crédito;
  • Gestão de documentos.

Com esses dados, o profissional também consegue ter uma visão estratégica do negócio e auxiliar o empresário na tomada de decisões mais assertivas.

Além do financeiro, também podem ser contemplados com o BPO os serviços de Recursos Humanos, administrativos, contábeis, comerciais e de compliance.

Oportunidades

Uma pesquisa da Delloite’s Global Outsourcing Survey mostrou que 78% dos clientes de BPO se sentem felizes com suas soluções.

A estatística comprova que o BPO é realmente capaz de entregar os resultados prometidos e satisfazer as expectativas e necessidades de boa parte dos empresários.

Além disso, a mesma pesquisa apontou que boa parte dos sistemas de BPO se preocupam em otimizar constantemente o seu serviço, principalmente, melhorando o nível de qualidade (58%), investindo na experiência do cliente (38%), reduzindo o tempo das transações (21%), desenvolvendo novas capacidades de entrega (20%) e até oferecendo suporte no crescimento da receita do cliente (31%). Ou seja, uma grande oportunidade de mercado.

 

Fonte: Contábeis

Matéria:https://www.contabeis.com.br/noticias/51925/o-que-e-bpo-financeiro-e-como-oferecer-esse-servico/

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IRPF 2021: saiba como declarar planos de Previdência Privada no Imposto de Renda

Especialista conta as aplicações em previdência privada e como declarar corretamente cada uma delas.

O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2021 foi adiado pela Receita Federal para 31 de maio, mas ainda há possibilidade dos contribuintes ganharem mais um pouco de fôlego para prestação de contas, já que foi encaminhado para sanção presidencial um projeto de lei aprovado pelo Legislativo que prorroga a data limite para 31 de julho.

Contudo, contadores alertam para que contribuintes enviem os dados da declaração o quanto antes, não deixando para fazer a transmissão de informação ao Fisco de última hora.

Apesar de ser uma obrigação anual, muitos contribuintes têm dúvida na hora do preenchimento do IR. Uma das principais está relacionada à declaração de aplicações em Previdência Privada, principalmente, pelos contribuintes que iniciaram os investimentos no ano passado.

De acordo com Rodrigo Paes Leme, superintendente de Previdência Privada da MAPFRE, o primeiro passo é entender qual o modelo da declaração a ser entregue, se é simplificada ou completa.

 “A simplificada permite um desconto de 20% na renda tributável, mas não permite deduzir despesas, enquanto a declaração completa é a aquela em que podem ser feitas deduções do Imposto de Renda, como saúde, educação, funcionários domésticos, entre outras. Esta modalidade, inclusive, é a indicada para quem tem plano PGBL”, comenta.

Aplicações em previdência privada

O Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL) é aquele em que a pessoa possui a intenção de investir até 12% de sua renda anual em previdência privada. De acordo com Paes Leme, para declarar, o contribuinte deve acessar a aba “Pagamentos Efetuados” e o código a ser inserido é o “36 – Previdência Complementar”.

“Os aportes em PGBL podem ser deduzidos do IR, mas limitados a 12% da renda tributável no ano, sendo considerado como um pagamento, não como um investimento. Além disso, a pessoa deve preencher o CNPJ da instituição responsável, mas não é necessário colocar o saldo do fundo PGBL e se por acaso não aplicou nenhum valor ao longo de 2020, não é necessário declarar”, explica. “Já com relação ao imposto no resgate do PGBL, ele é cobrado sobre o valor total, ou seja, aportes mais a rentabilidade”, acrescenta.

Ainda segundo o executivo, na modalidade Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL), indicada para quem faz a declaração simples, o contribuinte deverá informar o valor total aplicado na aba “Bens e Direitos” e o código é o “97 – VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre”. O valor informado é o saldo nominal, ou seja, somente o que foi aplicado, sem considerar a rentabilidade.

“Nesta modalidade não são permitidos abatimentos. Em contrapartida, o imposto no resgate é cobrado sobre os rendimentos. O contribuinte também não pode se esquecer que o CNPJ da seguradora e os campos de situação do ano anterior devem ser preenchidos de acordo com o Informe de Rendimentos da instituição financeira”, esclarece.

Outra informação essencial para declarar previdência privada no IR é saber qual o regime de tributação do plano: regressivo ou progressivo. No regime regressivo, as alíquotas diminuem conforme o tempo de permanência no plano. Já no regime progressivo, quanto maior a renda anual bruta, incluindo o valor resgatado da previdência, maior a alíquota do IR. “A tabela progressiva é a mesma aplicada para os rendimentos recebidos, mas vale lembrar que é possível compensar os rendimentos com despesas dedutíveis na declaração de IR no modelo completo”, ressalta Rodrigo Paes Leme.

Regime de tributação

Sobre os resgates, o executivo recomenda que no momento de informá-los, também é necessário considerar a tabela de tributação escolhida. Na regressiva, como a tributação é exclusiva na fonte, a informação deve constar na ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”, código 12 – Outros, com o beneficiário (se é o titular ou dependente), o CNPJ, o nome da empresa responsável pelo plano, a descrição de resgate de plano de previdência e o valor da quantia líquida resgatada, já descontado o IR.

Na tabela progressiva, os valores dos ganhos tributáveis e do imposto de renda retido na fonte (15%) devem ser listados na ficha “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica”, com o nome e o CNPJ da fonte pagadora.

Fonte: www.contabeis.com.br

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Consultoria Empresarial é a chave para 2021

Cada vez mais a consultoria empresarial ganha espaço e se torna uma excelente alternativa, mostrando-se fundamental para a transformação de diversas empresas.

O mundo empresarial, em sua grande maioria, tem como principal objetivo o crescimento contínuo e sustentável. No entanto, para que esse crescimento ocorra de forma estruturada é necessário atentar para os diversos processos da empresa, que ultrapassam os aspectos relacionados ao atendimento aos clientes e aos fluxos internos da organização e chegam nas questões legais.

Deste modo, Rogério Fachin é especialista em Direito Médico e Tributário na FNCA Advogados, afirma que o que irá possibilitar o sucesso longínquo de uma empresa é a adoção de medidas estratégicas e racionais, juridicamente adequadas e condizentes com o serviço ofertado, com o funcionamento da empresa e de seus stakeholders, com o crescimento buscado, mantendo um padrão consolidado de qualidade e de excelência operacional.

“Neste sentido, ressalta-se que a falta de conhecimento de tais estratégias, ou o próprio receio na busca de suporte especializado, é causa comum de falência no mundo empresarial. Falta, frequentemente, atenção e embasamento técnico sobre todas as áreas necessárias para a gestão do negócio, uma vez que, comumente, o empreendedor possui maestria apenas do seu core business”, pontua.

O advogado reforça que, embora alguns empresários acreditem que são os únicos que detenham o conhecimento que levará ao êxito seus respectivos negócios, é imprescindível reconhecer a existência de parceiros no mercado, cuja especialização em determinadas áreas possibilita o discernimento de dúvidas e a redução dos riscos na organização. Nesta perspectiva, a opção de contratar uma consultoria empresarial de qualidade é de extrema importância para a obtenção de melhores resultados, a Falavinha Next realiza esse serviço a um bom tempo.

Suporte específico e de alta qualidade

Um bom sistema de apoio traz segurança ao empresário, dando a ele confiança e tranquilidade na tomada de decisão e nas ações que executa, permitindo, ainda, através do aprimoramento das rotinas de trabalho, que todos os esforços sejam concentrados na administração da empresa e no seu core business.

Nesta toada, o especialista afirma que a consultoria empresarial, principalmente quando realizada por profissionais do direito, se mostra uma excelente ferramenta a ser utilizada pelas empresas visando a melhoria dos seus negócios. Isso porque os advogados especializados neste tipo de serviço detêm o conhecimento dos trâmites e as especificidades das normas legais, em detalhes mínimos por nichos de atuação, estando, portanto, aptos a oferecer consultoria jurídica personalizada e voltada para utilização das normas que melhor protejam a empresa e que, simultaneamente, permitam o crescimento do seu negócio, por isso a Falavinha Next possui setores para tratar dessa consultoria.

“Uma orientação bem estruturada, realizada por pessoas com experiência no assunto abordado, permite que o empresário seja aconselhado sobre quais medidas devem ser adotadas e em qual momento. Ademais, para além das ações mitigadoras de risco, a consultoria jurídica empresarial facilita a detecção e a consequente solução de problemas.  Tudo isso se traduz em maior segurança na elaboração e na realização do planejamento estratégico e empresarial”, explica.

Diferentes tipos de consultorias e suas características

Segundo Rogério, a consultoria empresarial pode apoiar empreendimentos de diversas formas. Uma das consultorias que está em constante crescimento é a tributária. Tal consultoria atua como apoio direto das áreas de apuração, controle e recolhimento de tributos, sejam eles diretos ou indiretos.

“Por meio desse trabalho também é possível realizar antecipações e monitoramentos, possibilitando que os gestores das companhias mitiguem riscos, potencializem o Compliance e definam estratégias mais assertivas, não somente na área fiscal, mas para a empresa como um todo”, afirma.

Vale ressaltar que, dentro do ambiente corporativo, pequenas ações podem ocasionar grandes riscos na governança, sejam oriundos de um projeto estruturado sem um planejamento coeso, ou até mesmo um novo serviço/produto implementado.

Contudo, o advogado pontua que o fato é que esse tipo de risco pode ser evitado, ao se analisar os possíveis tipos de problemas e quais serão suas consequências para a saúde da empresa. Deste modo, a Consultoria de Gestão de Risco, outra vertente da consultoria empresarial, pode ser categorizada como uma tendência para 2021.

Trabalho com ética e transparência 

Em meio a rotinas tão agitadas, a consultoria se mostra primordial para qualquer empresa, sendo essencial que o trabalho seja dotado de técnica, integridade, segurança e respeito, gerando tranquilidade e confiança para o contratante. De igual modo, a condução desse processo conjuntamente com os gestores possibilitará o melhor aproveitamento do serviço prestado pela consultoria já que a construção de estratégias específicas contará, também, com a percepção dos atores internos, permitindo maior liberdade para que estes consigam produzir e guiar a organização.

“Para finalizar, reforço que, no contexto empresarial, a consolidação da companhia no mercado é fundamental para obter confiança dos clientes e, principalmente, se destacar perante os concorrentes. Diante disso, a consultoria poderá abranger numerosos campos e áreas de atuação, sejam de empresas nacionais ou estrangeiras, e seus resultados demonstrarão os benefícios que esse tipo de trabalho proporciona, traduzindo em números o impacto proporcionado por essa parceria”, completa o advogado.

Em suma, ele reforça que fica evidente a importância de uma consultoria empresarial de qualidade para o futuro das empresas. Tal serviço, ao entregar uma diversidade de vantagens para os contratantes, se torna uma grande tendência para os próximos anos.

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Economia Gestão Empresarial Planejamento

A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO SOCIETÁRIO EM SUA EMPRESA

Você já parou para pensar o que é um planejamento societário e o que envolve o mesmo, talvez pense que isso não faça muita importância para sua empresa, no entanto você está enganado se pensa dessa maneira, assim sendo, vou lhe mostrar o quão importante é e quais os benefícios de ter um planejamento societário elaborado.

Primeiramente vamos verificar quais os benefícios que temos com esse planejamento, podemos definir ele como um guia para a relação entre os sócios e a sociedade, para eles saberem quais as obrigações que cada um tem no negócio, através desse planejamento os sócios vão poder tomar decisões mais concretas em relação as atividades do dia-a-dia, tais como:

  • Crescimento
  • Investimento
  • Entrada e saída de sócios

Por esses e outros motivos, se você pensa em abrir o seu negócio ou fazer mudanças na sua empresa, continue lendo.

Sabe qual são as vantagens e segurança que você pode ter com esse tipo de planejamento?

Saber diferenciar a relação entre sócios e patrimonial, a personalidade jurídica é bem distinta da personalidade do sócio, pois os bens dos sócios não se comunica com os bens da empresa e vice-versa, lembrando que essa regra cabe para as empresas que tem por natureza jurídica limita e EIRELI.

Já o empresário individual que tem os seus bens comunicado diretamente aos da empresa, por esse e outros motivos nós da Falavinha Next, sempre procuramos entender seu negócio para lhe apresentar o melhor planejamento societário.

Quais os impactos futuros você pode ter em abrir seu negócio ou fazer mudanças sem fazer um planejamento societário?

  • Pagar imposto a maior pelo fato de não ter procurado a atividade com a alíquota menor;
  • Se sua empresa é tributada no Simples Nacional os impactos são vários, tais como: verificar se tem sócio em comum em outra empresa, para não ocorre soma de faturamento, verificar se atividade escolhida não é impeditiva a essa tributação.;

Então atrelado a esse planejamento uma das principais coisas é saber qual o melhor tipo de natureza jurídica para sua empresa, os tipos de natureza jurídica são vários, mais pensando nos pequenos e médios empreendedores, vamos explicar sobre os mais utilizados:

EI: Empresário Individual, e o empreendedor que atua como o único titular de um negócio, sendo esse uma pessoa física, essa modalidade de empresa não tem uma divisão entre os bens da pessoa física com a jurídica, pois apesar de ter um CNPJ, não possui personalidade jurídica.

Por esse motivo os empreendedores sempre têm de ter muita atenção, pois se a empresa tiver algum tipo de processo os bens do empresário estão vinculados ao CNPJ. Também vale lembrar que algumas atividades são impeditivas ao EI como por exemplo a atividade de Advocacia. Fica claro que o EI é diferente do MEI apesar de se levar a mesma natureza jurídica no CNPJ, sendo a 230-5 (empresário individual).

EIRELI: Empresa Individual de Responsabilidade Ilimitada, que também atua com um único titular, sendo esse pessoal física ou pessoal jurídica, se for pessoal física a mesma não pode ser titular a outra EIRELI, outra exigência para modalidade é o capital social que precisa ser equivalente a 100 salários mínimo que hoje dá um total de R$ 110.000,00.

Uma das vantagens desse tipo de empresa é a segregação entre os bens da pessoa física com a jurídica.  A grande maioria das atividades comercio, indústria e serviços podem ser desenvolvidas por uma EIRELI.

LTDA: Sociedade Limitada, nessa modalidade é constituída dois ou mais sócios, a responsabilidade dos sócios sobre a empresa é limitada e restritas.  A administração da empresa pode ser feita por apenas um dos sócios ou por todos, também pode ser designado um administrador não sócio.

As atividades desenvolvidas por essa modalidade quase não se têm restrição também podendo ser exercida para comércio, indústria e serviços.

Conforme a MP811, ficou a criada a LTDA UNIPESSOAL, essa modalidade vem sendo a queridinha dos emprenhadores, pois tem algumas vantagens, tais como pode ser constituída por um único sócio, pode ser titular mais de uma empresa e não tem uma estipulação para o capital social, as demais regras e particularidades seguem a mesma da LTDA.

Vale ressaltar que para qualquer uma dessas naturezas jurídicas descritas, a forma de ser tributada pode ser pelo Simples Nacional, Lucro Presumido ou Real.

Também vale dizer que muito se confundi entre os empreendedores, sobre a natureza jurídica e enquadramento do porte da empresa, pois temos os seguintes porte, ME, EPP e DEMAIS;

  • ME: empresa que tem um faturamento até R$ 360.000,00
  • EPP: Empresa que tem um faturamento de R$ 360.000,00 até 4.800.000,00
  • DEMAIS: Empresa que tem faturamento acima de R$ 4.800.000,00

Das naturezas jurídicas acima descrita apenas a EI é obrigatoriamente registrada na junta comercial é não possui contrato social, seu documento de registro é chamado de requerimento do empresário.

As outras naturezas jurídicas podem ser registrada tanto na junta comercial ou cartório de registro das pessoas jurídicas, os documentos de registro é chamado de contrato social ou ato constitutivo, é no momento da elaboração desses documentos, e nós da Falavinha Next temos um grande diferencial pois procuramos entender o negócio e a particularidades do mesmo.

Pois colocamos cláusulas especificadas para o empresário não ter problemas futuros em casos de falência de sócio, discordância e entre outros vários que podem ocorrer.

Autor: Bruno Santana – Consultor Societário da Falavinha Next

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Contabilidade Gestão Empresarial Regime Tributário

Simples Nacional: Tributos referentes à apuração de janeiro são adiados

Resolução adia o pagamento do DAS de janeiro para 26 de fevereiro.

O Diário Oficial da União publicou, nesta sexta-feira (29), a resolução nº 157 do Comitê Gestor do Simples Nacional, que prorroga o prazo de pagamento de tributos no âmbito do Simples Nacional.

Com isso, os tributos referentes à apuração de janeiro de 2021 foram adiados para 26 de fevereiro de 2021.

Vale lembrar que os tributos que compõem esse regime são unificados em uma única guia de recolhimento, o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) , que é composto por:

– ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços;
– ISS – Imposto sobre Serviços;
– IRPJ – Imposto de Renda de Pessoa Jurídica;
– CSLL – Contribuição Social sobre Lucro Líquido;
– PIS/PASEP – Programa de Integração Social / Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público;
– COFINS – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social;
– IPI – Imposto sobre Produto Industrializado;
– CPP – Contribuição Patronal Previdenciária;

O vencimento do Documento de Arrecadação do Simples Nacional é sempre dia 20 de cada mês.

O valor do DAS Simples Nacional para MEs e EPPs não é fixo. Isso acontece porque o cálculo incide sobre as notas fiscais emitidas no mês, ou seja, sobre o faturamento da empresa.

Dessa forma, se a empresa não tiver qualquer movimentação dentro do mês, não é preciso emitir o DAS, pois não há imposto a ser pago.

Além disso, para chegar à quantia a ser paga é preciso identificar em qual anexo e faixa, dentro do Simples Nacional, a empresa se encaixa. Aqui, vale lembrar que isso faz com que cada empresa entre em uma alíquota diferente, de acordo com a atividade.

Para não incidir em erro devido a todas essas variações, o ideal é solicitar orientação a um contador. Esse profissional saberá efetuar de maneira precisa o cálculo do DAS para que você possa realizar o pagamento correto.

Já para quem é MEI, o valor cobrado é o mesmo todos os meses, diferenciando apenas de acordo com a atividade exercida. Neste ano de 2020, temos:

– R$ 51,95 para atividades predominantes de locação de bens próprios (não são cobrados ICMS ou ISS);
– R$ 52,95 para atividades de produção ou revenda de mercadorias (é cobrado ICMS) ;
– R$ 56,95 para atividades de prestação de serviços, com exceção de locação de bens próprios (é cobrado ISS);
– R$ 57,95 para atividades mistas, ou seja, prestação de serviços e vendas de produtos (são cobrados ICMS e ISS).

Simples Nacional

O Simples Nacional é um regime tributário criado em 2006 pela Lei Complementar 123, voltado para as micro e pequenas empresas — incluindo os microempreendedores individuais (MEIs). Ele surgiu com o objetivo de reduzir a burocracia e os custos de pequenos empresários, criando um sistema unificado de recolhimento de tributos, simplificando declarações, entre outras facilidades.

Contudo, nem todas as empresas podem optar pelo enquadramento no Simples Nacional por diversos fatores: faturamento, atividades, tipo de empresa e constituição societária.

Uma das principais regras é o porte, que é definido pelo faturamento da empresa. Apenas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte podem optar pelo Simples Nacional:

Microempresa (ME): até 360 mil reais de faturamento nos últimos 12 meses.
Empresa de Pequeno Porte (EPP): de 360 mil reais a 4,8 milhões de reais de faturamento nos últimos 12 meses.

O Microempreendedor Individual (MEI) também faz parte do Simples Nacional, mas as regras para este perfil são diferentes e falaremos delas em um tópico específico.

Além do limite de faturamento, até 4,8 milhões de reais anuais, existem outras condições que precisam ser atendidas para que uma empresa possa ser enquadrada neste regime tributário, como por exemplo:

– Não possuir outra empresa no quadro societário: apenas pessoas físicas podem ser sócias;
– Não ser sócia de outra empresa: o CNPJ não pode participar do capital social de outra pessoa jurídica;
– Caso os sócios possuam outras empresas, a soma do faturamento de todas elas não pode ultrapassar o limite de 4,8 milhões de faturamento;
– Não ser uma sociedade por ações (S/A);
– Não possuir sócios que morem no exterior;
– Não possuir débitos com a Receita Federal, Estadual, Municipal e/ou Previdência;
– Empresas com atividades permitidas em um dos anexos. Consulte a Tabela do Simples Nacional;
– Micro e pequenas empresas (ME) e Empresas de pequeno porte (EPP);
– Empresas que não possuam débitos em aberto (aqueles sem negociação/parcelamento) com o Governo.

Fonte: contábeis